Tumores Oculares
O retinoblastoma é o tumor ocular mais comum da infância. Ele se desenvolve na retina, a camada interna do olho que funciona como
um “filme fotográfico”, captando as imagens e enviando-as ao
cérebro. Apesar de ser um câncer raro, o retinoblastoma exige
atenção máxima, já que pode comprometer não apenas a visão, mas
também a vida da criança, caso não seja tratado rapidamente.
Sinais de atenção
- Reflexo branco na pupila (visto em fotos com flash, por exemplo)
- Estrabismo repentino
- Olho vermelho sem causa aparente
- Dor ocular ou baixa visão
Por que acontece?
Esse tumor está associado a alterações genéticas que afetam as
células da retina ainda em desenvolvimento. Em alguns casos,
essas alterações são hereditárias, passadas de pais para filhos;
em outros, ocorrem de forma espontânea durante a formação do
bebê. O crescimento descontrolado dessas células faz surgir o
tumor, que pode acometer um ou ambos os olhos.
Por que é tão importante o diagnóstico precoce?
Detectado cedo, o retinoblastoma tem altas chances de cura. O tratamento pode salvar não apenas a visão, mas também a vida da criança.
E como fazer o diagnóstico precoce?
Quando aparecem os sinais de reflexo pupilar branco e estrabismo o tumor muitas vezes já não está mais tão pequeno. Para se fazer um diagnostico realmente precoce é necessário examinar a retina das crianças que não apresentam qualquer sinal ou sintoma.
Esse exame deve ser feito com dilatação de pupila para melhor visualização da porção posterior do olho. Em crianças pequenas (de preferência com menos de 6 meses) podemos fazer o Teste do Olhinho Ampliado com o uso de câmera de grande angular (RetCam) para documentação fotográfica da retina ou com o oftalmoscópio indireto (mapeamento de retina). Assim podemos diagnosticar lesões realmente pequenas, tornando o tratamento muito menos traumático na maioria das vezes.
E existem outros tumores além do retinoblastoma?
Sim. Muitas vezes tumores oculares aparecem em associação com outras doenças como a neurofibromatose e esclerose tuberosa ou mesmo de forma isolada, sendo que cada tipo de lesão tem uma forma diferente de ser acompanhada.
E quando crianças devem ser examinadas?
Em uma situação ideal as crianças deveriam ser examinadas ao nascimento, aos 6 meses e anualmente pelos primeiros anos de vida. Exames devem ser até mais frequentes em famílias em que membros apresentaram retinoblastoma.
Já tivemos oportunidade de diagnosticar retinoblastoma em recém-nascido com 2 dias de vida e que não apresentava qualquer outro sinal da doença. Mãe realizou avaliação com RetCam (Teste do Olhinho Ampliado) como forma preventiva e descobriu o problema. Isso permitiu o rápido tratamento de um quadro que seria desastroso se diagnóstico fosse feito tardiamente.
Impacto na vida adulta
Quando o diagnóstico é precoce, muitos pacientes mantêm boa visão e têm chances altas de cura. Nos casos tardios pode haver perda do olho acometido ou até comprometimento da vida. Mesmo nos sobreviventes, pode ser necessário uso de prótese ocular, o que gera impactos funcionais e psicológicos na vida adulta. Além disso, existe risco aumentado de desenvolver outros tipos de câncer ao longo da vida, especialmente em casos hereditários.
E existem outros tumores além do retinoblastoma?
Sim. Muitas vezes tumores oculares aparecem em associação com outras doenças como a neurofibromatose e esclerose tuberosa ou mesmo de forma isolada, sendo que cada tipo de lesão tem uma forma diferente de ser acompanhada
Tratamento
Inclui opções como laser, quimioterapia, crioterapia (congelamento) ou cirurgia de enucleação, dependendo do estágio em que é diagnosticado.
Se notar qualquer alteração na pupila ou sinais suspeitos, procure imediatamente um oftalmopediatra. A detecção precoce salva vidas!