Glaucoma Congênito
O glaucoma congênito é uma doença rara, mas muito séria, que aparece desde o nascimento. Ele acontece quando a pressão interna do olho está aumentada devido a uma falha no sistema natural de drenagem do líquido ocular. Essa pressão excessiva prejudica o nervo óptico, a “fiação” que leva as imagens do olho para o cérebro, podendo comprometer de forma definitiva a visão da criança
Sinais de atenção
- Olhos maiores do que o normal (“olhos de boi”)
- Lacrimejamento constante
- Sensibilidade exagerada à luz
- Irritação e desconforto
Por que acontece?
Durante a gestação, o olho do bebê passa por várias etapas de formação. Quando esse processo não ocorre de forma adequada, as estruturas responsáveis por drenar o líquido do olho podem nascer malformadas ou obstruídas, resultando no aumento da pressão ocular logo ao nascimento ou nos primeiros meses de vida. Embora alguns casos estejam ligados a fatores genéticos, a doença também pode surgir de forma isolada, sem histórico familiar.
Por que é grave?
Se não tratado a tempo, o glaucoma congênito pode levar à perda irreversível da visão.
O tratamento costuma envolver cirurgia para corrigir a drenagem interna do olho, além de acompanhamento constante para manter a saúde ocular.
O diagnóstico rápido é essencial. Se perceber sinais, procure atendimento especializado imediatamente.
Impacto na vida adulta
O glaucoma congênito não tratado pode causar cegueira irreversível ainda na infância. Para os casos tratados tardiamente, mesmo com controle da pressão ocular, pode haver sequelas visuais que limitam a independência e a inserção no mercado de trabalho. Adultos com histórico de glaucoma congênito precisam de acompanhamento contínuo para preservar a visão remanescente.
O que fazer quando suspeitar?
O tratamento do glaucoma congênito é geralmente cirúrgico e deve ser realizado com URGÊNCIA, para diminuir os danos aos olhos das crianças. Quando possível realizamos a cirurgia nos primeiros dias de vida! Em caso de suspeita desta doença uma avaliação oftalmológica deve ser imediatamente realizada, de preferência por oftalmologista treinado para examinação de crianças.
São crianças que mesmo operadas deverão ter acompanhamento oftalmológico regular por toda a vida, pois novas intervenções poderão ser necessárias.